quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Vivências 67...


A Joana é "amiga" dos tempos (bons) do Padre António Vieira.

Depois tirou o mesmo curso que eu e chegámos a estudar juntas na mesma biblioteca... Mas depois: falávamos demasiado, ela, já na altura fumava em demasia e por isso, para muito "desgosto" nosso, ficávamos no café da biblioteca a discutir, muitas das vezes, o "indiscutivel". Daí que, muito do nosso estudo tenha sido feito "às três pancadas"... Na altura brincávamos com isso porque sempre dizíamos, já com o curso tirado: "Uma pancada ficou contigo e a outra comigo mas... e a terceira????"

Escusado será dizer que neste meio tempo a vida se encarregou de nos fazer cruzar com muita gente "pancadística" e com muito trabalho cheio de pancada!

Entretanto, a Joana deu "o salto" que foi criado por mim e mais uma meia-dúzia de parvos que acreditavam poder mudar o mundo. Passou a ter consultório próprio. Assento num dos EMPREGOS mais porreiros que se pode ter. E ainda escreve para meia-dúzia de pasquins e um jornal sério.

Assim, conhecida por ser rapariga ocupada, foi com estranheza que recebi o seu telefonema numa destas noites a perguntar-me: "E então o que achaste?". Logo com um inicio surreal apostei num: "Boa noite!". "Claro claro - respondia a voz do outro lado - sim e como estás?"

O que se seguiu foi indiferente... porque no fundo o que ela queria falar era sobre um dos seus textos: "Criei um monstro". E durante mais de 12 minutos dissertou sobre política, futebol, cinema... Tive de a interromper e dizer: "Por muito que eu goste de estar ao telefone - que não gosto - que tal veres os meus olhos e saborearmos um café?"

Dito e feito... e depois em vez de 12 minutos foram 5 horas e tal de belo jantar oferecido pelo tal do belo Emprego que ela tem!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Experiência 30


O povo tem o dizer: Vão-se os anéis, ficam-se os dedos!

E quando se vão dedos e anéis?

O povo não explica e eu... claro, também não!

Tenho pena. Mas não sou do tipo de conseguir correr atrás do ladrão ou do talhante.

Não por cobardia. Apenas porque já o fiz e sei!

Sei que: O primeiro, dos dois casos é vão! Para quê correr atrás do ladrão quando, muitas das vezes a pessoa se "colocou à mão"? E o segundo para quê? Se foi a pessoa que lá colocou a mão?

Parece-me estúpido, sem lógica, sem causa, sem motivo ou ideia que tal justifique.

Portanto: vão-se os dedos E os anéis. Porque, nada disso significa, de facto, coisa nenhuma.

Sobretudo se tivermos em conta que: com as "próteses" que os outros SEMPRE nos proporcionam na hora, no dia, no momento certo, não temos nada que nos preocupar... principalmente porque: encontramos SEMPRE um bom prostético! Aqui, ali... acolá! Ah e depois nos Hospitais da especialidade!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Extra


Qual a medida?

Qual a medida de todas as coisas?
Quando é que chorar é suficiente?

Quando é que amar é o bastante?

Quando é que perder se torna cansativo?

Quando é que explicar um pensamento se torna vão?

Quando?

Quando?

No espaço de apenas 4 dias perdi a melhor amiga do meu avô (a sua irmã) que por acaso era, logo a seguir a ele, a minha - não a maior - mas, melhor confidente, perdi aquela que sempre foi a minha 2ª avó e aquele que era conhecido como: "O meu utente favorito!"... Depois de ter sido técnica em tantos projectos e ter feito tanto trabalho...

Quando é que pensamos: poderia ter ido com mais frequência à terra do meu avô para falar mais vezes com E.?

Poder-me-ia ter levantado mais vezes de madrugada, quando ouvia a minha "avó" que morava ao meu lado, para a auxiliar?

Poderia ter dito não, quando, tantas vezes o A. me perguntou: Sabe o que é estar uma vida inteira só Dra. A.?

Fiz muito. Disse muito. Não fiz nem disse tudo!

Se houvesse tempo diria...

.
.
.

... a E.: Quando o meu avô e nós estamos juntas, a vida é quase perfeita!

... a F.: Desculpe! Estava cansada não consegui acordar e queria muito estar a olhar para pessoa que amava o pouco tempo que também tinha com ela...

... a A.: Não sei. Mas hoje não está. Estou aqui eu! E tudo irá passar. Tem de ser, já passou por coisas piores... Hoje está melhor que ontem. Amanhã estaremos melhores que hoje!

Quando?

Não importa!

De facto o que interessa é que o façamos em tempo útil, depois... Bom, depois, mesmo que acreditemos na reencarnação, é sempre, sempre... Tarde demais!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Vivências 66...


Fazia tempo que não bebia um bom copo de vinho tinto...
Fazia tempo que não comia um prato inventado por mim...
Fazia tempo que não estava com alguns amigos...
Fazia tempo que não estava cansada da conversa desses amigos...
Fazia tempo que não falava do passado...
Fazia tempo que não recordava o presente...
Fazia tempo que não sabia o que era acordar de manhã e sorrir...
Fazia tempo que não sabia o que era acordar de manhã e pensar no que me tinha sucedido...
Fazia tempo em que me tinha perdido...
Fazia tempo em que já não me sabia encontrar...

Mas...
O mais infeliz de tudo é que tinha esquecido que:
Fazia tempo que não sabia o que era chorar...

E soube então, naquele momento, que aquelas teriam de ser as minhas últimas lágrimas...

Porque: agradeci-as mas, não alteravam em nada, o que tinha sucedido.

Ravi tinha razão quando dizia: "Real love, real life: brings Sadness!"

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Experiência 29


Tive hoje enquanto jantava "descansadamente" e bebia um muito apetecido copo de vinho, a felicidade de ser interrompido por uma tipa um pouco mais velha do que eu... Até aqui, tudo bem. Não tenho nada contra aos desconhecidos mas tenho, confesso, contra a interrupção...

Afirmou, como se nos conhecessemos desde sempre: Tinha toda a razão!

Sorri-lhe no meu, já conhecido, sorriso de sempre: entre o simpático e o "ca raio!..."

Voltei a olhar para o prato e tive a sensação de: "Ok, bota a baixo que para gente amalucada basta-te a vida!" e "mergulhei" de novo no livro que lia, no jantar e no vinho.

Passados nem sequer 20 minutos, quase a medo, pergunta: Posso sentar-me? E eu que não sei dizer: "põe-te mas é a andar!" disse quase contrariado: "sim, claro"... Assim como assim também já estava sozinho. Fechei num ápice o livro e virei-o e costas porque reparei que a sua curiosidade ia além de ouvir as conversas alheias.

Contou-me a sua vida... "Deu-me" (para ler mais tarde o "El País") e ao contar-me a sua vida perdi-me nos seus olhos azuis claríssimos, nas suas mãos gentilmente torneadas, na sua voz doce... E ela perguntou-me vendo-me distraído: "O que lhe conto não lhe interessa pois não?" - Foi quando reparei que tinha razão e a olhei com vergonha dizendo: "Interessa mas perdi-me em pormenores..."
Descobri que entre exilada politica (cubana) tinha sido adida de Color de Mello e que entre a Finlândia, a África do Sul e a Indonésia tinha passado por uma data de cargos e países, tinha uma "bagagem" cultural que nunca mais acabava e que as 5 horas que passámos juntos pareceram 5 minutos...

Marcámos encontro para amanhã que não trabalho... Confesso: estou ávido!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Vivências 65


Hoje, não sei se por ter começado bem o dia, se por não ter dormido nada de noite mas, a verdade é que o dia começou bem... Já dei umas fortes gargalhadas à conta do novo "ódio" no She Hate Me e já por aqui se apanharam duas ou três personagens que, se não eram saídas da História de Portugal mas valia serem...

Reparem, não critico porque gosto destas gentes: simples e sem maldade. Apenas acontece é que por uma questão de solidão ou de falta com quem estar, por vezes aparecem-me aqui, contam-me a vida toda e, não sendo dEuS, nem sempre tenho respostas...

Ou então pior... Tenho respostas e viram-me as costas antes de ter acabado o discurso... Não sei se é hábito aqui no Bairro ou se é por conta do Primeiro-ministro mas por vezes, ele há dias em que, pura e simplesmente, se não querem uma resposta: não perguntem... Eu agradeço.
Vou associar-me a uma Associação de jeito para a próxima vez...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Extra...


O meu coração nunca deixou de estar no Jack... e para recomeçar bem... deixo-vos com outro Jack e com uma Alicia... Talvez valha a pena voltarmos a ser o que éramos no ínicio de tudo... She Hate Me


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