quinta-feira, 12 de março de 2009

Vivência 74...


Este tempo todo de silêncio para vos descobrir a voçês meus amigos "desgramados" na "congeminação" de mais um plano marado e sem sentido.

Depois de ontem... Agora é que vão ser elas...

Um deu-me a notícia de que ia ser pai em breve e me quer para madrinha... Pobre criança pensei eu, mas julgam que isso me impediu de dizer que não???? Claro que impediu!!!! E dei logo 3 ou 4 pessoas bem mais aptas para tal tarefa... De novo, fui mal sucedida e a coisa e ficou-se mesmo por ali, aqui, aliás!

O outro disse-me que a candidatura estava feita e que daqui a uns dias seria chamada... "Possivelmente vais para lá que o tipo ficou interessado!" e desta para bem longe... "Não te apoquentes que iremos ter contigo logo que haja dinheiro!"... pois sim!

Um outro assim como quem não quer a coisa diz-me que se está a divorciar... "Tinha de ser, sei lá!" e põe-me a mão por cima do ombro, começa a chorar de fininho e pede para levar o carro... Atão não! Só se for para ficares mais desgraçado... ainda!

Por fim, o mais caldo do jantar, também fartou-se de comer, diz-me eh pá temos de nos despachar que esta merda agora fecha ás 2 da matina!

WOW pessoal alto lá!
Não quero ser mesmo madrinha de ninguém!
Se vou está quente ou frio? Levo o quê para vestir?
Mas tinha de ser o quê pá? Tás parvo, tens é de ir à luta que tu nunca bateste foi muito bem da cachimónia!
E, by the way, desde quando é que o bairro fecha às duas???????

Uníssono: Desde o inicio do ano!

Quê? Já estamos em 2009?????

quarta-feira, 11 de março de 2009

Experiência 37


- És um ninja!

- E tu és uma gueixa!

No dia em que a minha namorada disse aquilo, fiquei tão embevecido que nem me ocorreu perguntar-lhe: "Eh lá oh mulher, porque raio sou coisa que nunca fui?".

Era novo, muita maluco, tinha uma Ninja que cortava o vento que se fartava ah, e namorávamos há 2 semanas... Depois a coisa deu para o torto e nunca pensei nisso.

Hoje a minha namorada (outra, claro está!) disse-me o mesmo e eu ia quase a cair no mesmo disparate quando disparei:

- Diz?

- Sim, és um ninja! O meu pequeno ninja!

- Bem mulher, pequeno?????

- Não é pequeno no sentido de "pequeno"... É mais como: Meu e "migñon" e bem, ninja!

- Explica-te que não entendo!

- És rápido e hábil e...

- Ah, agora estou a ver... Sou o Bill! O Kill Bill! Ah bom, assim tá melhor!

- Bom, está bem se preferes ser a Uma Thurman...

- Quê? Não podes estar bem! Qual Uma qual quê! Bem não foi isso que disseste há uns dias atrás depois da... terceira? - e desatei a rir.

-Gabaste muito!

- E não é verdade?

- Sim, mas agora toda a rua sabe! - disseste envergonhada.

- Que sou um ninja ou a Uma? - disse em surdina piscando o olho.

Sorriste, "roubaste-me" um beijo à má fila e levaste-me para o ginásio...

domingo, 8 de março de 2009

Extra

O Polegar opositor é o símbolo máximo da evolução. Foi-nos "dado" para desenvolvermos uma quantidade de técnicas e de resolvermos uma série de problemas...

Mas quando o mesmo não serve para "agarrar" de facto as coisas boas da vida, essa "conquista" não me parece ter sido grande passo para o Homem, nem tão pouco para a Humanidade. Se, a essa "aquisição" estiver inerente a falta de sensibilidade e de inteligência então, meus senhores, somos "fracos seres" aos quais só se deram as tais "pérolas a porcos"!

No fundo, para muitos, serve apenas para se ser César demente em Coliseu decadente!

sábado, 7 de março de 2009

Imaginário XXXVIII

E ali estava ela no sítio onde ela achava que seria o meio da praça.

Feita louca esbracejava. Feita louca ali gritava para todos os que passavam. E gesticulava também. Gritava ria gracejava. Ria de si e dos outros. Ali estava ela só, cada vez mais só, a esbracejar no que ela achava ser o meio da praça, sempre convencida que cada vez mais gente tinha para a escutar.

Quem é ela? Perguntavam-se os olhares - quando se cruzavam - dos que por ali passavam e levavam com aquele cenário, mas apenas encolheres de ombros discretos e um ou outro mais ousado dedo girando junto da testa e rebolar de olhos eram dados como resposta à pergunta muda que todos se faziam.

Pobrezinha diziam uns. E olhando para trás com olhares de pena iam passando por ela sem saber muito bem o que lhe responder.
Outros havia que ali se demoravam e lhe perguntavam de modo mais curioso o que ela ali fazia, se era atenção que queria ou o que mais pretendia.

Todos quantos passavam percebiam, uns mais depressa que outros, que bem aquela cabeça não batia. Gritava ela do que julgava ser o meio da praça, sozinha falava e para si ria sempre a pensar que era para os outros que o fazia.
Na verdade, coisa que ela não compreendia, é que momentaneamente servia de entretenimento, fazia soltar uma gargalhada e qualquer criança se ria, mas com o passar do tempo, já não era entretenimento, pena era o que sentia quem por lá passava, coisa que ela não compreendia.

Na verdade aquela louca que no que ela achava ser o meio da praça para si falava gritava gesticulava foi-se tornando notícia e de vários sítios havia quem ali fosse do propósito só mesmo para a fotografia. E a louca feliz da vida cada vez mais se ria por achar que a audiência era boa, gostava dela nem reparava sequer nos perdidos de riso que dali saíam olhando uns para os outros com olhares que se interrogavam que seria que ela queria.

Que simpática - diziam uns - atenciosa até!
Pois é
- respondiam outros - parece, não parece? Atentem no modo como lhe falam, o que lhe sobra em energia falta-lhe em maneiras.
Oh pobrezita, uma louca é o que é. Pena devemos ter, coitadita da senhora, vai-se entretendo como pode na sua loucura, temos que ter paciência.

E o tempo lá passou com a louca no que julgava ser o meio da praça. Gesticulava, esbracejava, deixou a graça para escarnecer de quem por ali passava.

E na verdade era tão simples, tão depressa se resolveu. Bastou a televisão por lá aparecer. Médicos à distância faziam diagnósticos sobre o que julgavam ser uma qualquer demência degenerativa acelerada.
Na verdade era tão simples, tão depressa se resolveu. A louca precisava de atenção e assim que foi famosa como "A louca que ria gritava gesticulava no que achava ser o meio da praça", desapareceu.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Foges?

Foge, comigo Maria...

quinta-feira, 5 de março de 2009

Vivência 73...


O fogo tem fascinado a humanidade durante milhares de anos... A mim não porque hoje me queimei e doeu!

Foi a maior conquista do homem pré-histórico. A partir desta conquista o homem aprendeu a utilizar a força do fogo em seu proveito, extraindo a energia dos materiais da natureza ou moldando a natureza em seu benefício. O fogo serviu como proteção aos primeiros hominídeos, afastando os predadores... A mim, até hoje não afastou nenhum predador, mas em compensação conheci muitos "perdedores" por isso não vejo onde anda essa grande conquista que, das duas uma ou devia ser minha também ou não faço parte da pré-história... Ah talvez seja russa... "Perestroika"?????

Depois, o fogo começou a ser empregado na caça, usando tochas rudimentares para assustar a presa, encurralando-a. Foram inventados vários tipos de tochas, utilizando diversas madeiras e vários óleos vegetais e animais. No Inverno e em épocas gélidas, o fogo protegeu o ser humano do frio mortal. O ser humano pré-histórico também aprendeu a cozinhar os alimentos em fogueiras, tornando-os mais saborosos e saudáveis, pois o calor matava as muitas bactérias existentes na carne... Ah então tenho mesmo de ensinar esse truque de cozinhar a muita gente que já partilhou casa comigo!!!!!!

O fogo também foi o maior responsável pela sobrevivência do ser humano e pelo grau de desenvolvimento da humanidade, apesar de que, durante muitos períodos da história, o fogo foi usado no desenvolvimento e criação de armas e como força destrutiva... Nop, nop... mas talvez vá até ali à América só para comprar uma e ver como é!

Na antiguidade o fogo era visto como uma das partes fundamentais que formariam a matéria. Na Idade Média, os alquimistas acreditavam que o fogo tinha propriedades de transmutação da matéria alterando determinadas propriedades químicas das substâncias em ouro... Como diz que disse????? Ouro?????? Ha, ha, ha... nem com o euro-milhões vou lá quanto mais com o fogo!!!!!

Afinal que raio de maluqueira vem a ser essa pelo fogo??????

Daqui a pouco vão dizer-me que a roda também mudou o mundo não?????

quarta-feira, 4 de março de 2009

Experiência 36


Conversa de fim de tarde dos dois que estavam ao lado da minha mesa e que não me deixaram ler o último livro comprado:

Ele: Oh pá mais uma vez não é que me calha uma gaija que gosta de gaijas????
Ela: Uma? Mas não disseste que era uma equipa inteira de volei?
Ele: Bem, há lá uma que é casada, não pode ser!
Ela: Pois... pois!!!!
Ele - subindo o sobrolho e fingindo que não vê o sorriso dela: E outra que não é porque só a vejo com rapazes mas que quando lhe perguntei se tinha namorado disse que sim!
Ela: Hum... azar, hem? Ou pontaria, não? Ou azar! Bom, talvez seja azar!

Ele coça a cabeça, ela brinca com ele e sorri mais um pouco...

Ele: É estranho pá! Tenho a impressão que cada vez há mais gaijas a gostarem de gaijas!
Ela: E... gaijos a gostarem de gaijos! Se calhar somos espécie em vias de extinção! Quer dizer... talvez tu, mais do que eu...

Ela desata a rir e ele, sorri-lhe em sinal de confirmação!

Ele: Lá estás tu a gozar comigo! Não concordas é?
Ela: Estás a brincar? Claro que não concordo! O que acontece é que antigamente as pessoas tinham medo de "saírem do armário" ou de casa ou sei lá...
Ele: Achas que é só isso????
Ela: Acho!
Ele não está convencido e volta à carga:

- Então porque raio é que tens tantos problemas com aquela tua namorada que anda sempre a voltar para gaijos e só contou aos pais ao fim de não sei quantos anos????

Ela com paciência mas já pronta para mudar de conversa rebate e termina o assunto:

- Porque sempre vai havendo gente que gosta MESMO é de "armários" e mobília, porra!


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