sexta-feira, 18 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Abraços esquecidos... E talvez... recuperados!
Sim.
Desculpa se todo este tempo me esqueci.
É que não esqueci.
Apenas não escrevi.
Amo-te.
Também.
Da mesma maneira que me amas, creio.
Sim.
Desculpa se não fiz tudo o que podia.
É que foi mais fácil.
É que não sabia o que sentia.
Amo-te.
Também.
Daquela maneira que nem sempre sai certo.
Sim.
Desculpa se não o expressei antes.
E se hoje é que continuo sem conseguir expressá-lo.
Não é fácil aprender.
Amo-te.
Também.
Daquela forma estúpida e meia-ébria.
Sim.
Sim.
Sim.
Sim.
Sim.
Mas entende: Nem sempre serei eu... nem sempre terei de ser eu... Nunca serei: SÓ eu.
Seremos sempre, Ou: nós ou... nada!
Sim: Amo-te! E tu?
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Vivência 79...
Katchouri (lê-se: Kátexorei) é uma palavra hindu-nipónica que tem para nós ocidentais o mesmo significado que: Eureka!
E ultimamente descobri que a vida até é boa... se soubermos dar-lhe a volta.
O trabalho até faz bem... se soubermos ignorar as pessoas certas e atender as que interessam.
O amor até é partilhado, compartilhado e explicado... se tivermos ao nosso lado a pessoa certa.
Que a família até é "boa pessoa"... se estivermos com eles em dia de festa, com muitos amigos.
Os amigos até são "amigos", AMIGOS e companheiros de alturas e situações... desde que se saiba o significado de cada um e se coloque na gaveta adequada.
Que as coisas culturais e/ou de diversão até podem não divertir muito... se olharmos sempre para o lado negativo delas.
Acima de tudo descobri que, gostar de mim não tem mal nenhum... se não for exagerado e que com isso não "lixe" tudo o que de bom a minha vida tem.
PS- Aprendi também a inventar palavras... Katchouri... não existe! Mas eu uso na mesma!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
My Dying Bride - Cry of Mankind
Música odiada, alguns anos volvidos, música amada...passou de besta a bestial em cerca de 15 anos...
Sabor a Thunderdrum
terça-feira, 7 de julho de 2009
Imaginário XLI*
* Fora d'horas, fora de data... enfim, fora de tudo!
Esta é a história de um grão:
Era uma vez um grão de cereal que conseguiu fugir da saca na hora de ser despejado na mó de baixo.
O grão fugiu, fugiu, correu, correu, fugiu, fugiu, correu, correu e conseguiu chegar à mó de cima. Estava já tão longe que feliz da vida já nem se lembrava dos outros grãozinhos seus amigos e irmãos que estavam a ser esmigalhadinhos pela mó de cima, aquela onde ele estava tão são e salvo - pensava ele.
Basófias como era só lhe faltava uma coisa: outros grãos para ver a sua glória, a glória de estar na mó de cima. E enquanto por ali andava a ver se tinha espectadores nem viu um passarinho que esfomeado, truca!: abre o bico e lá se foi o grãozinho sem ter tempo de nem ai nem ui.
Esta é a história de um grão:
Era uma vez um grão de cereal que conseguiu fugir da saca na hora de ser despejado na mó de baixo.
O grão fugiu, fugiu, correu, correu, fugiu, fugiu, correu, correu e conseguiu chegar à mó de cima. Estava já tão longe que feliz da vida já nem se lembrava dos outros grãozinhos seus amigos e irmãos que estavam a ser esmigalhadinhos pela mó de cima, aquela onde ele estava tão são e salvo - pensava ele.
Basófias como era só lhe faltava uma coisa: outros grãos para ver a sua glória, a glória de estar na mó de cima. E enquanto por ali andava a ver se tinha espectadores nem viu um passarinho que esfomeado, truca!: abre o bico e lá se foi o grãozinho sem ter tempo de nem ai nem ui.
Sabor a Thunderlady
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Experiência 41
Ela entrou.
Não dei pela sua chegada, estava de costas e, como de costume a ler. Reservei-lhe o melhor lugar, na melhor mesa e, na zona mais recatada, para não arranjar logo ali um primeiro desacordo.
Olhou-me com a pseudo-indiferença já conhecida e ocorreu-me, logo de imediato a pergunta: Que raio faço eu aqui?
Acabou por sorrir e cumprimentar-me profusamente dado o meu esgar de "poucos-amigos", como resposta ao seu primeiro cumprimento.
Sentou-se. Não agradeceu, como seria de esperar, o facto de lhe ter guardado o melhor lugar e de ter tido todos os outros cuidados. À partida, continuava a ter isso como ponto assente em qualquer situação. O melhor, o que mais lhe conviesse... seriam sempre seus, sem questões.
Pensei: Não mudou nada! E de novo: Que raio estou eu aqui a fazer?
A "pseudo-desta vez é que mudei mesmo" mantinha-se o que sempre se foi revelando: um copo cheio de coisa alguma! Ou talvez: meio-vazio, de coisa nenhuma!
Decidi ignorar e apreciar o jantar que tinha mentalmente escolhido.
Fez a "pseudo-conversa de que estaria ainda interessada no meu percurso", fez-me sorrir. Sabia que se estava pouco borrifando para isso mas, deixei-a continuar.
Passou-se pouco tempo até que as perguntar inevitáveis fossem feitas: Como estás? Andas feliz? O que tens feito? Estás com alguém?
Respondi monocordicamente para não dar demasiada relevância à verdadeira razão pela qual se queria encontrar comigo.
Prosegui o jantar.
Proseguiu o exame, desta feita, mais subrepticiamente: Então e planos para o futuro?
Fingi que não ouvi. Fiz-lhe, uma a uma as mesmas perguntas.
Respondeu-me com a mesma pseudo-verdade, com o mesmo pseudo-olhar triste e pesaroso como se todo o mundo fosse culpado pela sua desgraça e, acabou, como um Bolero de Ravel em êxtase numa pseudo-auto-comiseração.
Então, só então entendi... aquela não era uma mulher.
Era uma pseudo-Mulher que podia ter sido mas, nunca foi!
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