segunda-feira, 7 de abril de 2008

Peixe Cru com cheiro de mar

Nunca vivi perto do mar. Apesar de ser uma das forças que me alimenta a alma, nunca tive essa sorte. Todos os planos de uma vida para me mudar para perto dele têm falhado, todas as maneiras que posso arranjar para me aproximar dele não resultam.

Não é o mar em si, não é a imensidão, não é a sua grandiosidade. São os pormenores. O toque das ondas no meu corpo. O cheiro que me activa a respirar. O som maravilhoso que me torna um com ele.


Parece parvo (se calhar até é) mas é como se fizesse mesmo parte de mim. E passo todo um ano esperando por uma desculpa para me poder reunir com ele. Sentir a sua força em mim.


Passei 6 anos sem o ver. Não tive desculpa para tal a não ser a vida. Essa mesma vida que me nega o prazer de me mudar para junto dele.


No ano anterior tive o prazer de o ver, sentir, cheirar, tocar. E recuperei todas as forças que já me faltavam, recuperei uma vontade de viver que há muito não sentia.


Este ano vi o mar no dia 1. Tive de lhe ir agradecer. Porque mudei muito desde que o conheci. E sinto que o devo a ele. Pela calma, pela saudade, pelo sentimento.

2 sakês:

Thunderlady disse...

Para mim viver sem mar é impensável. Gostava de viver no interior mas só de pensar em ficar longe do mar, fico desmotivada.

wednesday disse...

Tão grande e que impõe respeito a qualquer desaire nosso. Mas ao mesmo tempo é um cobertor na nossa alma, não é?


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