
Não é o mar em si, não é a imensidão, não é a sua grandiosidade. São os pormenores. O toque das ondas no meu corpo. O cheiro que me activa a respirar. O som maravilhoso que me torna um com ele.
Parece parvo (se calhar até é) mas é como se fizesse mesmo parte de mim. E passo todo um ano esperando por uma desculpa para me poder reunir com ele. Sentir a sua força em mim.
Passei 6 anos sem o ver. Não tive desculpa para tal a não ser a vida. Essa mesma vida que me nega o prazer de me mudar para junto dele.
No ano anterior tive o prazer de o ver, sentir, cheirar, tocar. E recuperei todas as forças que já me faltavam, recuperei uma vontade de viver que há muito não sentia.
Este ano vi o mar no dia 1. Tive de lhe ir agradecer. Porque mudei muito desde que o conheci. E sinto que o devo a ele. Pela calma, pela saudade, pelo sentimento.
2 sakês:
Para mim viver sem mar é impensável. Gostava de viver no interior mas só de pensar em ficar longe do mar, fico desmotivada.
Tão grande e que impõe respeito a qualquer desaire nosso. Mas ao mesmo tempo é um cobertor na nossa alma, não é?
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